Resultados do Enem 2015 expõe necessidade de reforma do ensino médio

De acordo com a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Maria Inês Fini, os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 por escola reforçam a necessidade de se reformar o ensino médio brasileiro.  No ano passado, apenas entre os concluintes do terceiro ano do ensino médio participaram do exame 1.212.908 estudantes de 14.998 instituições de ensino.

Maria Inês Fini destacou ainda que os resultados têm contextos que precisam ser considerados. Com relação ao aluno, o índice usado foi o nível socioeconômico. Para a escola, as variáveis foram o porte, o indicador de formação docente e o de permanência. “O ranking por si só é inapropriado, não reflete a realidade das escolas, não indica a qualidade”, disse Fini. “Daí a importância de usar os fatores de contexto que, combinados, dão um panorama mais real do desempenho das instituições, qualificando o resultado.”

As informações revelam uma melhora nas notas de ciências humanas e suas tecnologias e redação. Para a presidente do Inep, isso se deve, primeiro, à identificação dos jovens com o tema da redação do ano passado: a violência contra a mulher. “Além disso, o envolvimento dos professores na correção das redações tem um impacto na própria atuação docente. Está tudo interligado”, justificou.

A pouca participação de alunos com baixo poder aquisitivo também foi constatada na avaliação. Para Maria Inês, a baixa autoestima desses estudantes, que, em sua maioria, vêm de lares em que os pais não cursaram a educação superior, os induz a não realizar o Enem. “Nesse sentido, a reforma do ensino médio é mais do que apropriada porque fará com que a escola seja mais amigável, mais acolhedora e esteja de acordo com a trajetória de vida dos alunos”, afirmou.

Maria Helena Guimarães Castro, secretária executiva do Ministério da Educação, também defendeu a reforma do ensino médio. “Os dados mostram que quanto maior o nível socioeconômico, melhor é o desempenho. Isso revela a enorme desigualdade do ensino médio”, afirmou. “A reforma vem justamente para reverter isso, para promover a equidade.”

Para a secretaria do MEC, o atual modelo está defasado e transformou-se em curso preparatório para o Enem. “A reforma do ensino médio é um passo extraordinário”, disse. “É a maior mudança na educação brasileira desde 1998, quando foi criado o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, o Fundef (atual Fundeb, Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).”

Os resultados foram contabilizados para as escolas que obtiveram ao menos dez alunos participantes no Enem de 2015, desde que a taxa de participação desses estudantes tenha alcançado no mínimo 50%. Os dados incluem estudantes matriculados na terceira série do ensino médio regular declarados pela unidade de ensino no Censo Escolar da Educação Básica de 2015. Além disso, foram considerados efetivamente como participantes os candidatos que obtiveram nota que não tenha sido zero em todas as provas objetivas e que não tenham sido eliminados na redação.

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Com informações do Portal Brasil

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